segunda-feira, 9 de julho de 2012

ATENDIMENTO INICIAL


O objetivo do atendimento inicial à vítima de trauma é identificar rapidamente situações que coloquem a vida em risco e que demandem atenção imediata pela equipe de socorro.Deve ser rápido, organizado e eficiente de forma que permita decisões quanto ao atendimento e ao transporte adequados, assegurando à vítima maiores chances de sobrevida.O atendimento inicial à vítima de trauma se divide em quatro etapas seqüenciais:
1) Controle de cena;
2) Abordagem primária;
3) Abordagem secundária;
4) Sinais vitais e escalas de coma e trauma.

1.1. Segurança do Local
Antes de iniciar o atendimento propriamente dito, a equipe de socorro deve garantir sua própria condição de segurança, a das vítimas e a dos demais presentes. De nenhuma forma qualquer membro da equipe deve se expor a um risco com chance de se transformar em vítima, o que levaria a deslocar ou dividir recursos de salvamento disponíveis para aquela ocorrência.


1.2. Mecanismo de Trauma
Enquanto se aproxima da cena do acidente, o socorrista examina o mecanismo de trauma, observando e colhendo informações pertinentes. Em uma colisão entre dois veículos, por exemplo, avaliar o tipo de colisão (frontal, lateral, traseira), veículos envolvidos, danos nos veículos, número de vítimas, posição dos veículos e das vítimas, etc.







quinta-feira, 5 de julho de 2012

SINAIS VITAIS - TEMPERATURA


Temperatura


Existem vários fatores que influenciam no controle da temperatura corporal, sendo influenciada por meios físicos e químicos e o controle feito através de estimulação do sistema nervoso. A temperatura reflete o balanceamento entre o calor produzido e o calor perdido pelo corpo.

A temperatura corporal pode se elevar em situações de infecção, trauma, medo, ansiedade, etc. Exposição ao frio e choque são causas freqüentes de temperatura abaixo do normal.



Procedimentos e Locais para Verificação da Temperatura


O termômetro deve estar seco (se necessário enxugue com algodão ou gaze) e marcando temperatura inferior a 35ºC (se necessário sacudi-lo cuidadosamente até que a coluna de mercúrio desça).



A temperatura corporal pode ser medida nos seguintes locais:
● Boca – Temperatura Oral: Colocar o termômetro de vidro sob a língua da vítima, na bolsa sublingual posterior. Fazer com que a vítima mantenha o termômetro no local por 3 a 8 minutos com lábios fechados. O método oferece temperatura central e é indicado para aqueles que respiram pela boca com suspeita de infecção grave.
● Canal anal – Temperatura Retal: Para o adulto, inserir 03 centímetros do termômetro lubrificado no ânus. Não forçar o termômetro. Mantê-lo no local por 2 a 4 minutos. É contra-indicado após cirurgia do reto ou ferimento no reto e em pacientes com hemorroidas.
● Axila – Temperatura axilar: Mais utilizado, tendo em vista a facilidade. Colocar o termômetro no centro da axila, mantendo o braço da vítima de encontro ao corpo, e mantê-lo ali por 3 a 8 minutos. O método é conveniente, mas é contra-indicado para crianças pequenas; em pacientes com estado mental alterado, trauma facial ou distúrbio convulsivo; após fumar ou beber líquidos quentes ou frios; durante administração de oxigênio por cânula ou máscara; e na presença de sofrimento respiratório.




terça-feira, 3 de julho de 2012

SINAIS VITAIS - PRESSÃO ARTERIAL


A pressão arterial (PA) é a pressão exercida pelo sangue no interior das artérias. Depende da força desenvolvida pela sístole ventricular, do volume sanguíneo e da resistência oferecida pelas paredes das artérias.

O sangue sempre está sob pressão no interior das artérias. Durante a contração do ventrículo esquerdo (sístole) a pressão está no seu valor máximo, sendo chamada pressão sistólica ou máxima. Durante o relaxamento do ventrículo esquerdo (diástole) a pressão está no seu valor mínimo ou basal, sendo chamada
pressão diastólica ou mínima.

Valores médios de pressão arterial considerados ideais de acordo com a idade:
● 04 anos – 85/60 mmHg;
● 06 anos – 95/62 mmHg;
● 10 anos – 100/65 mmHg;
● 12 anos – 108/67 mmHg;
● 16 anos – 118/75 mmHg;
● Adultos – 120/80 mmHg;
● Idosos – 140 a 160/90 a 100 mmHg.


A posição em que a vítima se encontra (em pé, sentado ou deitado), atividade física recente e manguito inapropriado também podem alterar os níveis da pressão.



Vítimas particularmente sob o risco de alteração dos níveis tencionais são aqueles com doença cardíaca, doença renal, diabetes, hipovolemia ou com lesão craniana ou coluna espinhal.



Procedimentos para Medir a Pressão Arterial
Em casos de longa duração do atendimento pré-hospitalar (resgates em locais de difícil acesso e remoção), medir a PA a cada 5 minutos, anotando cada horário de tomada e respectivos valores.



Deve-se explicar para a pessoa o que será realizado. É comum entre profissionais de saúde ocultar da vítima o valor medido.
Isto costuma resultar em grande ansiedade para a vítima e, algumas vezes, em desconforto afetivo para ambos. O mais correto é, se a vítima perguntar o valor da pressão, informá - lo de forma neutra e imparcial.



Método Auscultatório
1) Posicione a vítima com o braço apoiado a nível do coração. Use, sempre que possível, o braço não traumatizado.
2) Localize o manômetro de modo a visualizar claramente os valores da medida.
3) Selecione o tamanho da braçadeira para adultos ou crianças. A largura do manguito deve corresponder a 40% da circunferência braquial e seu comprimento a 80%.
4) Localize a artéria braquial ao longo da face interna superior do braço palpando-a.
5) Envolva a braçadeira, suave e confortavelmente, em torno do braço, centralizando o manguito sobre a artéria braquial. Mantenha a margem inferior da braçadeira 2,5cm acima da dobra do cotovelo. Encontre o centro do manguito dobrando ao meio.

6) Determine o nível máximo de insuflação palpando o pulso radial até seu desaparecimento, registrando o valor (pressão sistólica palpada) e aumentando mais 30 mmHg.
7) Desinsufle rapidamente o manguito e espere de 15 a 30 segundos antes de insuflá-lo novamente.
8) Posicione o estetoscópio sobre a artéria braquial palpada abaixo do manguito na fossa antecubital. Deve
ser aplicado com leve pressão assegurando o contato com a pele em todos os pontos.
9) Feche a válvula da pera e insufle o manguito rapidamente até 30 mmHg acima da pressão sistólica palpada registrada.
10) Desinsufle o manguito de modo que a pressão caia de 2 a 3 mmHg por segundo.
11) Identifique a pressão sistólica (máxima) observando no manômetro o ponto
correspondente ao primeiro batimento regular audível.
12) Identifique a pressão diastólica (mínima) observando no manômetro o ponto correspondente ao último batimento regular audível.
13) Desinsufle totalmente o aparelho com atenção voltada ao completo desaparecimento dos batimentos.
14) Retire o aparelho do braço e guarda-lo cuidadosamente afim de evitar danos.
15) Anote a PA e a hora. Exemplo PA. 126X84, 10h55min.


Causas Relacionadas ao Examinador
● Braço da vítima sem apoio dão pressões falsamente altas.
● O examinador posiciona o instrumento ao nível acima ou abaixo do coração ou comprime o estetoscópio demasiadamente firme sobre o vaso.
● Mãos do examinador e equipamento frios provocam aumento da pressão sanguínea.
● Interação entre examinado e examinador pode afetar a leitura da pressão arterial.










sábado, 30 de junho de 2012

SINAIS VITAIS - RESPIRAÇÃO

Respiração
Respiração é o processo através do qual ocorre troca gasosa entre a atmosfera e as células do organismo. É composta pela ventilação e pela hematose. Na ventilação ocorre a entrada de ar rico em oxigênio para os pulmões (inspiração) e a eliminação de ar rico em dióxido de carbono para o meio ambiente (expiração).



Perfusão pulmonar é a passagem do sangue pelos capilares pulmonares, que por sua vez estão em íntimo contato com os alvéolos pulmonares.


A avaliação da respiração inclui:
freqüência respiratória (movimentos respiratórios por minuto – mrpm), caráter (superficial e profunda) e ritmo (regular e irregular). Deve ser avaliada sem que a vítima perceba, preferencialmente enquanto se palpa o pulso radial, para evitar que a vítima tente conscientemente controlar a respiração. Avalie a freqüência respiratória tendo em vista os sinais e sintomas de comprometimento respiratório:
cianose, inquietação, dispnéia, sons respiratórios anormais.



A freqüência respiratória pode variar com a idade:
● Adultos – 12 a 20 movimentos
respiratórios por minuto (mrpm);
● Crianças – 20 a 30 mrpm;
● Bebês – 30 a 60 mrpm.
Outros fatores podem alterar a respiração como exercícios físicos, hábito de fumar, uso de medicamentos e fatores emocionais.



Podem ser encontradas as seguintes alterações nos padrões respiratórios:
● Apnéia – Cessação intermitente (10 a 60 segundos) ou persistente (parada respiratória) das respirações;
● Bradipnéia – Respiração lenta e regular;


● Taquipnéia – Respiração rápida e regular;
● Dispnéia – Respiração difícil que exige esforço aumentado e uso de músculos
acessórios.


Procedimentos para Analise da Respiração
1) Se possível, estando a vítima consciente, coloque o braço da mesma cruzando
a parte inferior do tórax. Segure o pulso da mesma enquanto estiver observando
a respiração, como se estivesse palpando o pulso radial.

2) Aproxime sua face do rosto da vítima, olhando para o seu tórax. Com o tato
da pele do seu rosto e com a sua audição você vai perceber o movimento da corrente
de ar mobilizada pela respiração e com a visão você irá observar os movimentos
de subida e descida do tórax e/ou do abdome.

3) Conte com os movimentos respiratórios durante um minuto (use relógio com
marcação de segundos). Ao mesmo tempo observe o caráter e o ritmo da respiração.

4) Anote a freqüência respiratória, o caráter, o ritmo e a hora. Exemplo: Respiração
normal, 16 mrpm, 10h50min.

Em crianças muito pequenas o movimento torácico é menos evidente que nos adultos
e, usualmente, ocorre próximo ao abdome. A mão colocada levemente sobre a parte
inferior do tórax e superior do abdome pode facilitar a contagem da atividade respiratória.
Por causa do pequeno volume e da reduzida força do fluxo de ar, em crianças também é
quase impossível ouvir a respiração normal ou sentir a movimentação do ar através da
boca e do nariz.





segunda-feira, 9 de abril de 2012

O RETORNO

Boa noite!

Estarei sem falta atualizando o meu blogger do Curso de Socorrista, por vários pedidos que foram feitos e desde já gostaria de informar que eu estou com outro blogger, esperando por uma visita de vocês e comentários.

bonitaodiainteiro.blogspot.com.br

Beijos,

Karen

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

SINAIS VITAIS - PULSO OU PULSAÇÃO

Os sinais vitais são composto por praticamente 4 (quatro) funções e através deles podemos nos orientar no diagnóstico inicial, evolução do quadro clínico da vítima e ou paciente e são eles:
- Pulso;
- Respiração;
- Pressão Arterial;
- Temperatura;

Quando estivermos fazendo as avaliações para obtenção dos sinais vitais, devemos levar as seguintes considerações:
- Condições ambientais: Temperatura e umidade no local que podem causar variações nos valores;
- Condições do equipamento: Os equipamentos devem ser revisados pelos profissões que utilizam antes mesmo de começar o horário de trabalho de cada um. Equipamentos mal calibrados dão falsos resultados e consequências de um mal diagnóstico.
- Condições pessoais: Se a vítima/paciente está em alguma atividade (pulsação mais acelerada, pressão arterial mais alta, respiração mais rápida), tensão emocional (estresse) e alimentação. Tudo isso pode causar alterações no diagnóstico dos sinais vitais.

A) A pulsação é a onda provocada pela pressão do sangue contra as paredes arteriais toda vez que o ventrículo esquerdo se contrai.
* A frequência cardíaca são os números dos batimentos.
   As frequência cardíacas no atendimento pré-hospitalar são:
   adulto - 60 a 10 bpm;
   crianças - 80 a 120 bpm;
   bebês - 100 a 160 bpm;
* A pulsação pode regular ou irregular e forte e cheio ou fraco e fino. conhecido como filforme
* O volume sanguíneo é a quantidade do sangue dentro do organismo.
* Os tipos de frequências cardíacas:

Taquicardia é o aumento dos frequência cardíaca (acima de 100 bpm para adultos, 120 bpm para crianças e 160 bpm para bebês);
Bradicardia é a diminuição da frequência cardíaca ( abaixo de 60 bpm para adultos, 80 bpm para crianças e 100 bpm para bebê);


* Locais para Obtenção do Pulso:
   Os locais indicados para se palpar a pulsação são artérias de grosso calibre o que se encontra próximas à superfície cutânea. Ex.: Artérias radiais: (punhos), indicado em caso de vítimas conscientes, Artérias carótidas (pescoço), indicado em caso de vítimas inconscientes.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Eu estou de volta

Gente,

Me desculpe por sumir desse jeito, mas a vida está uma correria como: Mãe, amiga, namorada, estudante, profissional e etc... Não é a toa que estou com gastrite nervosa. Mas amanhã dia 29/09/2011 estarei postando um assunto novo  e a cada 3 (três) dias irei postar material novo.

Beijos,